Filosofia - Prof.º Luciano 1º A Novotec e 1º A (manhã), 1º B, C e D (tarde) 2º F e 3º E (noite)
Dúvidas e entrega de atividades: professorlucianoguedes@gmail.com
Atenção:
1º Ano A Novotec, e 1º A (manhã), 1º B, C e D (tarde)
Reflita e responda em seu caderno:
Qual
é o papel dos nossos sentidos no processo do conhecimento?
Assista os vídeos e explique, no seu caderno, o que entendeu?
Observação: Fazer no
caderno e enviar uma foto via e-mail: professorlucianoguedes@gmail.com
Leitura
- Empirismo
Com este nome designa-se uma doutrina filosófica e em particular
gnosiológica segundo a qual o conhecimento se funda na experiência. Costuma
contrapor-se o empirismo ao racionalismo, para o qual o conhecimento se funda,
pelo menos em grande parte na razão. Contrapõe-se também ao inatismo, segundo o
qual o espírito, a alma, e, em geral, o chamado "sujeito cognoscente?
possui ideias inatas, isto é, anteriores a toda a aquisição de dados. Para os
empiristas, o sujeito cognoscente é semelhante a uma tábua rasa onde se
inscrevem as impressões procedentes do mundo exterior. Pode-se dizer que, em
geral, há três tipos de empirismo: o psicológico, o gnosiológico e o
metafísico. Para o primeiro, o conhecimento tem integralmente a sua origem na
experiência; o segundo defende que a validade de todo o conhecimento radica na
experiência; o último afirma que a própria realidade é empírica, isto é, que
não há outra realidade para além da que é acessível à experiência e em
particular à experiência sensível. Neste artigo restringir-se-á o termo
empirismo ao chamado empirismo moderno e especialmente ao empirismo inglês,
representado por Francis Bacon, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume. Costuma-se opor
este empirismo ao racionalismo continental (especialmente o de Descartes, Malebranche,
Espinosa, Leibniz), embora sem grande pretexto, pois há autores empiristas,
como Locke, que revelam uma forte componente racionalista. Comum a todos os
empiristas ingleses é a concepção do espírito ou sujeito cognoscente como um
receptáculo no qual ingressam os dados do mundo exterior transmitidos pelos
sentidos mediante a percepção. Os dados que ingressam nesse receptáculo são as
chamadas (por Locke e Berkeley) ideias, que Hume denomina sensações. Essas
ideias ou sensações constituem a base de todo o conhecimento. Mas o
conhecimento não se reduz a elas. com efeito, se o conhecimento fosse assim
consistiria numa série desconexa de dados meramente presentes. É mister que as
ideias ou sensações se acumulem, por assim dizer, no espírito, de onde acorrem,
ou melhor, de onde "são chamadas" para se ligarem a outras
percepções. Graças a isso, torna-se possível executar operações como recordar,
pensar, etc. a menos que sejam estas operações as que tornam possível o
recorrer às ideias ou sensações depositadas; em todo o caso, é necessário que
esta segunda fase do processo cognitivo para que o conhecimento seja
propriamente esse e não mera presença de percepções continuamente mutáveis. A
relação entre a primeira e a segunda fase do processo cognitivo é paralela à relação
entre as ideias ou sensações primitivas e as ideias ou sensações ditas
"complexas", sem as quais não poderia haver noções de objetos
compostos de várias ideias elementares, isto é, de objetos (que se supõem ser
substâncias) com qualidades. Com efeito, a formação dos objetos compostos não
segue a ordem na qual foram obrigatoriamente dadas as impressões primárias, mas
outras ordens diferentes que, além disso, sempre têm de ser confirmadas
mediante o recurso à experiência primeira. Acima destes processos encontra-se o
processo chamado reflexão, mediante o qual se torna possível o reconhecimento
de conceitos e, em geral, de algo universal. Isto não significa que o universal
seja aceite como propriamente real. Os autores que são, ao mesmo tempo, empiristas
e nominalistas manifestam especialmente uma grande desconfiança para com tudo o
que aparece como abstrato e, relativamente a este tema, estabelecem-se grandes
diferenças entre os autores empiristas. Também diferem os empirismos no que
respeita à diferença dos processos de inferência e àquilo a que Hume chamou
relações de ideias. A admissão de uma diferença básica entre os fatos e as
ideias, como propõe Hume (para o qual as ideias, no sentido de relações de
ideias, são meras possibilidades de combinação) não é o único tipo de empirismo
existente, mas é um dos formulados com maior precisão e que exerceu maior
influência. Grande parte das tendências empiristas contemporâneas, inclusive o
positivismo lógico, seguiram, neste aspecto, o empirismo de Hume. Nos empiristas
atrás mencionados, é característico aquilo a que chamámos "empirismo
psicológico", a que dão um alcance gnosiológico. Contra isto se rebelou
Kant. No princípio da CRÍTICA DA RAZÃO PURA, Kant declara que, embora todo o
conhecimento comece com a experiência, nem todo o conhecimento procede de a
experiência. Isto quer dizer que a origem do conhecimento reside
(psicologicamente) na experiência, mas a validade do conhecimento reside
(gnosiologicamente)fora da experiência. Assim, nem todo o conhecimento é, para
Kant, a posteriori; constitui-se por meio do a priori. Para os empiristas
ingleses, especialmente para Hume, o a posteriori é sintético e o a priori é
analítico. Para Kant existe a possibilidade de juízos sintéticos a priori (na
matemática e na física).
2º Ano F (noite)
Pesquise e registre em seu caderno:
O que é Liberdade?
O que é Autonomia?
O que é Autonomia?
O que é Solidariedade?
Assista ao vídeo abaixo e explique em seu caderno:
Leitura:
O Conceito de Liberdade segundo a Filosofia
Liberdade
significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a
própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar
livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias
liberais e dos direitos de cada cidadão. Liberdade é classificada pela
filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e
espontaneidade. A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável
se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com as mídias ela
realmente existe, ou não. Diversos pensadores e filósofos dissertaram sobre a
liberdade como Sartre, Descartes, Kant, Marx e outros. No meio jurídico,
existe a liberdade condicional, que é quando um indivíduo que foi condenado por
algo que cometeu, recebe o direito de cumprir toda, ou parte de sua pena em
liberdade, ou seja, com o direito de fazer o que tiver interesse, mas de acordo
com as normas da justiça. Existe também a liberdade provisória, que é atribuída
a um indivíduo com cunho temporário. Pode ser obrigatória, permitida (com ou
sem fiança) e vedada (em certos casos como o alegado envolvimento em crime
organizado).
A
liberdade de expressão é a garantia e a capacidade dada a um indivíduo, que lhe
permite expressar as suas opiniões e crenças sem ser censurado. Apesar disso,
estão previstos alguns casos em que se verifica a restrição legítima da
liberdade de expressão, quando a opinião ou crença tem o objetivo discriminar
uma pessoa ou grupo específico através de declarações injuriosas e
difamatórias. Com origem no termo em latim libertas, a palavra liberdade
também pode ser usada em sentido figurado, podendo ser sinônimo de ousadia,
franqueza ou familiaridade. Ex:
Como você chegou tarde, eu tomei a liberdade de pedir o jantar para você. A
liberdade pode consistir na personificação de ideologias liberais. Faz parte do
lema “Liberdade, Igualdade e
Fraternidade“, criado em 1793 para expressar
valores defendidos pela Revolução Francesa, uma revolta que teve um impacto
enorme nas sociedades contemporâneas e nos sistemas políticos da atualidade.
3º Ano E (noite)
Faça leitura do texto, assista ao vídeo abaixo e explique, em seu caderno, o que você entendeu:
A Maiêutica foi elaborada
por Sócrates no século IV a.C. Através desta linha filosófica ele
procura dentro do Homem a verdade. É famosa sua frase “Conhece-te a ti mesmo”,
que dá início à jornada interior da Humanidade, na busca do caminho que conduz
à prática das virtudes morais. Através de questões simples, inseridas dentro de
um contexto determinado, a Maiêutica dá à luz ideias complicadas.
Sócrates, seu criador, nasceu por volta de
470 ou 469 a.C., na cidade de Atenas. Ao longo de sua vida ocupou alguns cargos
públicos, mas seu comportamento sempre foi modelo de integridade e ética. Sua
educação se deu principalmente através da meditação, moldada na elevada cultura
ateniense deste período. Ele acreditava não ser possível filosofar enquanto as
pessoas não alcançassem o autoconhecimento, percebendo assim claramente seus
limites e imperfeições. Assim, considerava que deveria agir conforme suas
crenças, com justiça, retidão, edificando homens sábios e honestos, ao
contrário dos sofistas, que só buscavam tirar vantagens pessoais das situações.
Sua forma de viver, porém, com liberdade de
opinião, considerações críticas, ironia e uma maneira específica de educar, provocaram a ira
geral e lhe angariou uma lista de inimigos. Sob a ótica de seus contemporâneos,
ele era visto como líder de uma elite intelectual. Acusado de perverter os
jovens e de substituir os deuses venerados em sua terra natal por outros
desconhecidos, ele negou-se a elaborar uma defesa própria, pois argumentava que
seus ensinamentos eram imortais, não algo para ser compreendido e aceito
naquele momento, no âmbito da vida material. Assim, preferiu morrer, recusando
inclusive a fuga providenciada por seu discípulo Criton, porque não desejava ir
contra as leis humanas. Assim, morreu aos 71 anos de idade, vítima da execução
à qual fora condenado.
O filósofo busca o conhecimento através de
questões que revelam uma dupla face – a ironia e a maiêutica. Através da
ironia, o saber sensível e o dogmático se tornam indistintos. Sócrates dava
início a um diálogo com perguntas ao seu ouvinte, que as respondia através de
sua própria maneira de pensar, a qual ele parecia aceitar. Posteriormente,
porém, ele procurava convencê-lo da esterilidade de suas reflexões, de suas
contradições, levando-o a admitir seu equívoco.
Por intermédio da maiêutica, ele mergulha no
conhecimento, ainda superficial na etapa anterior, sem atingir, porém, um saber
absoluto. Ele utilizava este termo justamente porque se referia ao ato da
parteira – profissão de sua mãe -, que traz uma vida á luz. Assim ele vê também
a verdade como algo que é parido. Seu senso de humor costumava desorientar seus
ouvintes, que na conclusão do debate acabavam admitindo seu desconhecimento.
Deste diálogo nascia um novo conhecimento, a sabedoria. Um exemplo comum deste
método é o conhecido diálogo platônico ‘Menon’ – nele Sócrates orienta um
escravo sem instrução a adquirir tal conhecimento que ele se torna capaz de
elaborar diversos teoremas de geometria.
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